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Como usam IA em rostos sintéticos. Artigo Conjur com Alesandro Barreto

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12 de outubro de 2025
2 min de leitura

Por. Prof. AMR. Em, 12/10/2025

Fraudes Digitais 4.0: O Reconhecimento Facial e o Avanço Implacável do Roubo de Identidade

A era digital trouxe inúmeras facilidades e, ao mesmo tempo abriu portas para novas formas de criminalidade. Em artigo com Alesandro Gonçalves Barreto, publicado na Consultor Jurídico (ConJur), aborda-se o uso de tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial para fraudar sistemas de segurança e roubar identidades.

O Problema: Rosto Sintético, Dano Real

O artigo descreve e explica como golpistas coletam fotos públicas de indivíduos e treinam modelos de IA para sintetizar um rosto com um algoritmo ou assinatura facial praticamente idêntica à vítima. Com esse "rosto impostor", criam documentos falsos e tiram uma "selfie de verificação" que burla os sistemas de reconhecimento facial. O resultado? Abertura de contas bancárias, solicitação de crédito, recuperação de senhas e validação de operações, tudo em nome da vítima, sem que haja uma pessoa real por trás daquela foto. Em geral, a vítima, então, precisa provar que não é a autora das transações, com imensas incomodações e transtornos.

A Evolução da Fraude: Do Crime 4.0 ao Roubo de Identidade

A sofisticação dos golpes eletrônicos atingiu um novo patamar. Vazamentos massivos de dados, disponíveis em sites criminosos, fornecem aos golpistas um dossiê digital completo da vítima, facilitando a engenharia social. A automação algorítmica elimina erros de português em campanhas de phishing, e bots automatizados, gerados por aprendizado de máquina, convencem novas vítimas. Deepfakes, que antes eram facilmente detectadas, agora são produzidas com realismo suficiente para enganar humanos e até mesmo ferramentas de detecção automática.

Soluções e Prevenção

Destaca-se a necessidade de bancos e fintechs implementarem camadas adicionais de proteção além da simples selfie para confirmar a identidade de um usuário. A iniciativa privada deve se antecipar, criando barreiras de segurança para mitigar os problemas decorrentes de fraudes e golpes eletrônicos. Os órgãos de persecução criminal também precisam investir em softwares e hardwares de ponta, capacitar seus quadros e combinar técnicas investigativas tradicionais (análise de dados, informações bancárias, quebras de sigilo) com a investigação digital (Osint) .

O Rinoceronte Cinza Digital

A analogia do "rinoceronte cinza" de Michele Wucker ressalta a importância de antecipar-se à ameaça. Agir somente após o rosto ser clonado é negligenciar a prevenção. A vulnerabilidade é imensa, e o roubo de identidade 4.0 já é uma realidade.

Quer saber mais?
Confira o artigo completo aqui, com dicas de prevenção.

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Escrito por

Prof. AMR

Advogado e Professor de Direito