Sherlock: Uma Ferramenta Essencial para Investigação e Inteligência Digital em Âmbitos Jurídicos
No dinâmico cenário digital atual, a capacidade de rastrear e verificar a presença online de indivíduos e entidades tornou-se uma habilidade indispensável, inclusive para profissionais da área jurídica. Nesse contexto, o
Sherlock emerge como uma ferramenta de código aberto proeminente, projetada para auxiliar na identificação de contas em uma vasta gama de redes sociais e plataformas.
O Que é o Sherlock?
O Sherlock é um projeto de código aberto, desenvolvido principalmente em Python , que se dedica a caçar nomes de usuário em mais de 400 redes sociais e sites. Enquadra-se na categoria de ferramentas de OSINT (Open Source Intelligence – Inteligência de Fontes Abertas), que coletam informações publicamente disponíveis na internet.
Para Que Serve o Sherlock?
A função primordial do Sherlock é a descoberta de perfis online associados a um nome de usuário específico. Para o setor jurídico, suas aplicações são diversas e potencialmente valiosas:
- Investigações Digitais: Auxilia na localização de contas ligadas a partes em litígios, testemunhas ou suspeitos em investigações civis e criminais.
- Due Diligence: Facilita a verificação da reputação e da atividade online de empresas ou indivíduos antes da formalização de acordos, investimentos ou parcerias.
- Coleta de Evidências Digitais: Permite encontrar postagens ou informações em redes sociais que podem servir como prova em processos judiciais.
- Verificação de Antecedentes: Complementa métodos tradicionais de verificação de antecedentes com dados obtidos de fontes digitais.
Em essência, o Sherlock oferece uma maneira eficiente de mapear a pegada digital de um alvo .
Como o Sherlock Funciona?
O Sherlock opera de maneira direta, mas com funcionalidades avançadas:
- Entrada de Dados: O usuário especifica um ou mais nomes de usuário a serem pesquisados . A ferramenta é capaz de buscar variações desses nomes, utilizando caracteres curinga como {?} para substituir caracteres comuns como _, - ou . .
- Processamento e Requisições: Após receber os alvos, o Sherlock inicia o processo de requisições às diversas plataformas cadastradas . Para manter o anonimato, a ferramenta suporta a utilização da rede Tor para rotear o tráfego . É possível configurar requisições com circuitos Tor únicos a cada vez, elevando o nível de privacidade . O uso de proxies também é suportado , assim como a definição do tempo de espera para as respostas das requisições .
- Resultados e Formatos: Os resultados são organizados de forma clara. Para múltiplas pesquisas, os dados são salvos em pastas específicas . Se apenas um nome de usuário for consultado, os achados são registrados em um arquivo de texto com o nome do usuário (por exemplo, nome_de_usuario.txt). O Sherlock oferece a exportação dos dados em formatos comuns como CSV e XLSX, além de um formato JSON. Há opções para exibir todos os sites pesquisados, apenas os encontrados, ou para navegar diretamente aos resultados no navegador padrão. A funcionalidade de inclusão de sites com conteúdo NSFW (Not Safe For Work) também está disponível.
- Execução na Nuvem (Apify Actor): Para quem prefere não instalar o software localmente ou necessita de escalabilidade, o Sherlock pode ser executado através do "Apify Actor". A modalidade permite utilizar a ferramenta na nuvem, acessível via API, CLI ou SDKs, sem a necessidade de configuração de ambiente no computador do usuário.
O Sherlock representa, portanto, uma ferramenta de grande valia para a coleta e análise de informações digitais de forma eficiente e abrangente, com implicações significativas para o trabalho de pesquisa e investigação na área jurídica.
Passo a Passo: Utilizando o Sherlock para Busca de Nomes de Usuário
O Sherlock é uma ferramenta poderosa para investigar a presença online de usuários em diversas plataformas. Siga estes passos para utilizá-lo:
Passo 1: Instalação
Existem diversas maneiras de instalar o Sherlock em seu sistema:
- Via pipx (recomendado): Abra seu terminal e execute o comando:
bash<button><svg><path></path></svg><span>Copy code</span><span></span></button>
pipx install sherlock-project
- Via Docker: Para uma execução isolada, utilize o container Docker:
bash<button><svg><path></path></svg><span>Copy code</span><span></span></button>
docker run -it --rm sherlock/sherlock
- Outros Métodos: Pacotes mantidos pela comunidade para distribuições Linux específicas (como Debian, Ubuntu, Kali) ou outras ferramentas de gerenciamento de pacotes, como dnf, também estão disponíveis .
Passo 2: Execução Básica
Após a instalação, você pode começar a realizar buscas diretamente do terminal.
- Para buscar um único nome de usuário:
bash<button><svg><path></path></svg><span>Copy code</span><span></span></button>
O Sherlock pode buscar variações de nomes de usuário usando {?} .
- Para buscar múltiplos nomes de usuário:
Liste os nomes de usuário separados por espaço:
bash<button><svg><path></path></svg><span>Copy code</span><span></span></button>
sherlock usuario1 usuario2 usuario3
- Para visualizar todas as opções:
Consulte a ajuda detalhada da ferramenta:
bash<button><svg><path></path></svg><span>Copy code</span><span></span></button>
Passo 3: Gerenciamento da Saída
O Sherlock organiza os resultados de acordo com o número de usuários pesquisados:
- Busca de Usuário Único: Os resultados são salvos automaticamente em um arquivo de texto com o nome do usuário pesquisado (ex: nome_de_usuario.txt) .
- Busca de Múltiplos Usuários: Os resultados serão salvos em uma pasta. Você pode especificar um nome para esta pasta usando o argumento --folderoutput FOLDEROUTPUT .
Passo 4: Utilizando Opções Avançadas
O Sherlock oferece flexibilidade para refinar suas buscas:
- Privacidade e Roteamento:
- Use --tor ou -t para rotear suas requisições através da rede Tor, aumentando o anonimato . Requer que o Tor esteja instalado e acessível no sistema.
- O argumento --unique-tor ou -u garante um novo circuito Tor para cada requisição, aumentando ainda mais a privacidade .
- Configure o uso de proxies com --proxy PROXY_URL ou -p PROXY_URL .
- Formatos de Saída:
Exporte os dados encontrados em formatos estruturados para facilitar análises posteriores:
- --csv: Cria um arquivo no formato Comma-Separated Values (CSV).
- --xlsx: Gera um arquivo compatível com planilhas Microsoft Excel.
- --json ou -j JSON_FILE: Salva os resultados em formato JSON .
- Customização da Busca:
- --site SITE_NAME: Limita a busca a um ou mais sites específicos .
- --nsfw: Inclui a verificação de sites com conteúdo "Not Safe For Work" (NSFW) na lista de busca .
- Visualização de Resultados:
- --print-all: Exibe todos os sites pesquisados, incluindo aqueles onde o usuário não foi encontrado .
- --print-found: Mostra apenas os sites onde o nome de usuário foi encontrado .
- --browse ou -b: Abre automaticamente todos os resultados encontrados no navegador padrão .
Passo 5: Execução na Nuvem com Apify Actor
Para quem prefere evitar instalações locais ou necessita de escalabilidade, o Sherlock pode ser executado na nuvem:
- Utilize o "Sherlock Actor" na plataforma Apify, que permite rodar a ferramenta gratuitamente .
- Um exemplo de comando para uso via linha de comando do Apify é:
bash<button><svg><path></path></svg><span>Copy code</span><span></span></button>
echo ' {"usernames":["user123"]} ' | apify call -so netmilk/sherlock
- Esta modalidade de execução na nuvem permite o acesso programático através de APIs, CLI e SDKs (JavaScript/TypeScript e Python) .